terça-feira, 26 de julho de 2016

ALTAMIRO BORGES: CUNHA AMEAÇA 

"DERRUBAR" TEMER. FEDEU!


“Um interlocutor de Eduardo Cunha saiu apavorado de uma conversa recente com o político. Bem ao seu estilo, em que recobre a megalomania com tonitruâncias, o ex-presidente da Câmara soltou uma ameaça retumbante: ‘Ficarei conhecido por derrubar dois presidentes do Brasil’”, relata o jornalista Maurício Lima. Após chefiar a “assembleia dos bandidos” que detonou a queda de Dilma, o correntista suíço agora ameaça derrubar o aliado que ajudou a tomar de assalto o Palácio do Planalto. O covil golpista está em pânico!

O motivo da “ameaça retumbante” já é conhecido. Eduardo Cunha se acha traído pelo Judas Michael Temer. Após ter liderado o “golpe dos corruptos”, ele considera que simplesmente foi descartado como bagaço pelo usurpador. Na alcova, em pleno sábado à noite, ele até tentou um acordo com o interino. Prometeu renunciar ao cargo de presidente da Câmara Federal para manter seu mandato de deputado federal e evitar a prisão. Especula-se que na ocasião o achacador até fez ameaças ao seu ex-aliado. A negociata, porém, parece que desandou. O resultado da eleição para a Presidência da Câmara, com a vitória do demo Rodrigo Maia, fez soar o sinal de alerta. O capacho de Eduardo Cunha na disputa, o tal de Rogério Rosso (PSD-DF), foi tratorado sem dó nem piedade pelo Palácio do Planalto.

Derrota humilhante na Câmara Federal

Segundo reportagem da Folha, publicada em 17 de junho, o resultado da votação irritou o jagunço. “A falta de respaldo do presidente interino, Michel Temer, à candidatura de Rogério Rosso na reta final da disputa pelo comando da Câmara causou fúria no ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e no ‘centrão’, bloco que agrega partidos pequenos e médios e do qual Rosso faz parte... Cunha disse a aliados, em conversas nos últimos três dias, que se sentiu ‘traído’ e ‘abandonado’ por Temer, enquanto deputados do ‘centrão’ afirmaram à reportagem que pode haver retaliação ao governo em votações”.

Já como presidente eleito, o demo Rodrigo Maia ainda humilhou o seu ex-aliado. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ele afirmou que sua cassação no plenário era inevitável e até fixou a data do abate: “A votação deverá ocorrer na segunda semana de agosto”. A mesa da Câmara também determinou o fim de todas as mordomias do ex-presidente – como carros e seguranças – e a entrega da sua luxuosa residência oficial, que oneravam os cofres públicos em quase R$ 500 mil ao mês. A medida foi vista como uma facada desfechada por deputados que foram financiados em suas campanhas pelo próprio Eduardo Cunha – fala-se em 120 eleitos com o apoio do lobista.

Nos dias seguintes à votação, as coisas só se agravaram. A Justiça Federal de São Paulo suspendeu o passaporte diplomático do seu filho, Felipe Dytz da Cunha. A regalia era um absurdo, já que o rapaz é dono de quatro empresas – o Itamaraty fixa que só filhos e enteados que não exerçam atividades remuneradas sejam considerados dependentes. A decisão foi encarada como represália pelo vingativo lobista. Para piorar o clima, a Procuradoria Geral da República anunciou que até aceitaria o acordo de delação premiada de Eduardo Cunha, mas com uma condição: a de que ele cumpra alguns anos de prisão em regime fechado. A sensação do lobista é de que o cerco está se fechando!

“Uma granada na mão”

Diante da iminência de ser cassado e até preso – juntamente com sua esposa e filha –, o correntista suíço parece que está decidido a entregar todos os bandidos, a começar do chefe Michel Temer. Como argumentou a jornalista Natuza Nery, em matéria publicada na Folha no sábado (23), ele já não tem outra saída... “Se perder seu mandato em agosto, ele fica com uma granada na mão. Restará lançar o artefato longe – no colo de outros? – para não ser detonado”. E os estragos serão imensos, podendo encurtar de vez o mandato ilegítimo do usurpador Michel Temer. A jornalista é enfática:

“Eduardo Cunha sabe muito. Em seus 17 meses de domínio (e até mesmo antes de se tornar o mais poderoso presidente da Câmara da história recente), esteve no centro de todas as decisões da Casa. Negociava com banqueiros, industriais, gente graúda do PIB. Pautava tudo que era matéria tributária e distribuía favores a parlamentares. Mandava no PMDB da Câmara, intermediava financiamento de campanha para partidos e aliados. Segundo o jornal O Globo, ele chegou a promover encontros de Temer com o empreiteiro Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. Poderia esclarecer o que motivou a reunião e sobre o que se discutiu ali – até para que não paire dúvida sobre a conduta de ninguém... Abrir o verbo é também uma forma de se redimir do que a Lava Jato lhe imputa. Talvez já esteja chegando a hora de começar a piscar para alguém, quebrar o silêncio. Fala, Eduardo Cunha”.

Caso o achacador resolva, de fato, abrir o bico, o covil golpista de Michel Temer poderá implodir em poucos minutos. A edição da revista CartaCapital desta semana traz uma consistente reportagem do jornalista André Barrocal que indica que Eduardo Cunha teria gravado conversas com o usurpador do Palácio do Planalto. O suposto grampo reuniria os segredos sobre as parcerias entre os dois no setor portuário. Ambos teriam atuado para mudar a Lei dos Portos e favorecer o Grupo Libra, que doou R$ 1 milhão para a campanha eleitoral do Michel Temer. Haja tique nervoso!

Fonte: Blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges*

*É jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 
  

POR QUE BREXIT?

O Brexit, a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia, foi, em larga medida, consequência da decisão de um líder medíocre e inseguro. Encerra duas lições políticas de grande importância. A primeira é que decisões oportunistas no curto prazo costumam gerar consequências desastrosas no longo prazo.

A vitória do Partido Conservador, chefiado por David Cameron, em janeiro de 2013, foi obtida com o apoio de poderosas forças que já lutavam para a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia. Para cooptá-las, Cameron fez uma promessa imprudente: se reeleito, proporia um referendo para atendê-las.

A segunda lição é que, nos sistemas democráticos, decisões de amplo espectro não devem ser sujeitas à vontade de maiorias eventuais. Precisam ser confirmadas por maiorias estáveis e significativas, por exemplo dois terços dos eleitores, ou dois escrutínios majoritários separados por um tempo razoável em que novos esclarecimentos permitam o “arrependimento”.

Não é nossa intenção discutir neste “suelto” as vantagens políticas da Comunidade Europeia, que elas saltam aos olhos, ou os problemas econômicos que ela esconde por não se assumir como uma verdadeira federação.

Há uma crescente desilusão europeia com a promessa de que a política monetária do seu Banco Central, coordenada com as dos bancos centrais e as políticas fiscais dos países membros, produziria mais crescimento, mais emprego e mais igualdade, além de um claro movimento de convergência de renda.

Isso é impossível sem a criação de uma verdadeira integração política. Depois de perderem as suas moedas, os países agora sentem que foram metidos em uma camisa de força equivalente à do padrão-ouro, que terminou, mas não por falta de ouro.

É claro que, desde o início dos anos 1960 do século passado, todos conhecem a “trindade impossível” (Fleming-Mundell), ou seja, que não é possível ter, ao mesmo tempo, uma política monetária autônoma, mobilidade de capitais e uma taxa de câmbio fixa.

A competente Hélène Rey (Dilema Not a Trilema, 2013) simplificou. Demonstrou com clareza que uma política monetária independente, voltada para o interesse nacional, não pode ser exercida sem uma intervenção direta ou indireta na liberdade de movimento de capitais.

O mal-estar crescente dos membros da Comunidade é visível nas pesquisas sistemáticas de opinião feitas regularmente pelo PewResearch. A tabela abaixo revela a resposta à pergunta “Sua opinião é favorável à Comunidade Europeia?”, feita a cada primavera desde 2004, em porcentagem.

O que realmente nos interessa é como esse intrigante experimento crítico, o Brexit, rejeitará uma das duas escolas de economistas, a que lhe deu suporte, comandada pelo professor Patrick Minford, ou a dos que a condenaram, retratadas nas expectativas de crescimento do Reino Unido reveladas no gráfico abaixo.

No passado, Minford desmoralizou um “manifesto” de 300 economistas liberais que afirmavam que a política econômica de Margaret Thatcher seria um fracasso! Lá, como hoje, as recomendações de cada economista dependem muito de sua ideologia.

Minford não se limitou a recomendar o Exit. Propôs ao Reino Unido, com hipóteses extravagantes diante dos mais recentes avanços da teoria, eliminar, unilateralmente, todo o sistema de tarifas de importação.

Outro importante economista a favor do Brexit é o editor do jornal The Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, mas por motivos completamente diferentes. Ele nos diz: “Trata-se de decidir se vamos restabelecer nosso próprio governo ou continuar a viver sob um regime supranacional, dirigido pelo Conselho Europeu, que, sob qualquer sentido, não elegemos e que nunca poderemos remover, mesmo quando persiste no erro” (13/6/2016). 

Fonte: CartaCapital
Por Delfim Netto
 

EM ENTREVISTA DILMA DIZ QUE NÃO 

PARTICIPARÁ DA RIO 2016 EM

 "POSIÇÃO SECUNDÁRIA"


A presidenta afastada Dilma Rousseff disse hoje (25) que não pretende participar dos eventos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em uma “posição secundária”. Em entrevista à Rádio França Internacional, Dilma afirmou que o evento tem condições de ocorrer de forma tranquila, principalmente se forem seguidos os procedimentos que já haviam sido estabelecidos na sua gestão, como na área de saúde e segurança dentro dos equipamentos onde acontecerão os jogos.

“Eu não pretendo participar da Olimpíada em uma posição secundária, porque ela é fruto de um grande trabalho do ex-presidente Lula e do grande esforço do governo federal, que viabilizou a estrutura do Parque Olímpico e da Vila Deodoro”, disse Dilma.

Sobre a preocupação com atentados terroristas durante os jogos, a presidenta afastada disse que o Brasil manteve contato com unidades de inteligência de vários países com o objetivo de afastar esses conflitos.

Cenário político

Dilma foi afastada da Presidência da República por 180 dias, no dia 12 de maio, após o Senado Federal aprovar a admissibilidade do processo de impeachment. À Rádio França Internacional, ela disse que “o sistema político brasileiro entrou em colapso por vários motivos”, sendo um deles a sessão da Câmara dos Deputados do dia 17 de abril quando, segundo ela, “parlamentares corruptos" proferiram votos contra a corrupção. “A hipocrisia levada ao mais alto grau”, disse, sobre a sessão de votação de abertura do processo de impeachment na Casa.

Para ela, a descrença da população atinge a política em geral e não apenas aqueles políticos que devem ser atingidos, à medida em que as pessoas igualam os políticos que têm práticas antiéticas e de corrupção. “Então, essa atividade que é fundamental na democracia passa a ser objeto de um processo de desqualificação, de descaracterização e as pessoas passam a não querer saber de política”, disse.

Há ainda, segundo Dilma, um grande surto de misoginia no Brasil e um componente sexista no seu afastamento da Presidência da República. Apesar disso, para ela, as mulheres vieram para ficar no cenário político nacional quando a primeira mulher presidenta foi reeleita com 54,5 milhões de votos.

Impeachment

Dilma voltou a afirmar que não autorizou pagamento de caixa 2 na sua campanha à presidência. Na semana passada, o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, disseram que receberam pagamento no exterior referente a uma dívida de campanha do PT nas eleições de 2010. Segundo Dilma, entretanto, eles se referem a episódios que ocorreram dois anos depois de dissolvido o comitê financeiro e encerrada a campanha.

Ela explica, entretanto, que as acusações que levaram à abertura do processo de impeachment referem-se às chamadas pedaladas fiscais, a transferência de recursos do orçamento para o Plano Safra, e aos decretos de crédito suplementar. Segundo Dilma, a própria perícia do Senado mostrou que não há sua autoria no caso das pedaladas e não há dolo na edição dos decretos.

“É uma alegação, porque eles não tinham outro elemento para me acusar e todas as questões relativas a qualquer investigação no Brasil não apresentam base para me acusar. Estou sendo julgada por um não-crime”, disse, afirmando que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal caso seja aprovado seu impeachment.

Fonte: Agência Brasil
Por Andreia Verdélio
Edição: Maria Claudia
  

Fonte: Fiscosoft

ÍNDICES ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Mês: 07/2016

Índice Período Valor
BTN+TR 07/2016 1,6900

Índices Econômicos e Financeiros
Mês: 06/2016
Índice Período Valor
BTN+TR 06/2016 1,6873
IGP-M FGV 06/2016 1,69
INCC-M 06/2016 1,5200
IPC-FIPE 06/2016 0,65
SELIC 06/2016 1,16
Índices Econômicos e Financeiros
Mês: 05/2016
Índice Período Valor
BTN+TR 05/2016 1,6839
CUB-SINDUSCON/SP 05/2016 0,03
ICV-DIEESE 05/2016 0,67
IGP-FGV 05/2016 1,13
IGP-M FGV 05/2016 0,82
INCC-DI 05/2016 0,08
INCC-M 05/2016 0,1900
INPC-IBGE 05/2016 0,98
IPC-FGV 05/2016 0,64
IPC-FIPE 05/2016 0,57
IPCA-IBGE 05/2016 0,78
SELIC 05/2016 1,11

segunda-feira, 25 de julho de 2016


CARLOS EDUARDO ESCOLHERÁ

 ENTRE HERMANO MORAIS E 

ÁLVARO DIAS PARA VICE


A tentativa do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), de afastar os deputados estaduais Hermano Morais (PMDB) e Álvaro Dias (PMDB) da postulação da vaga de vice em sua chapa não funcionou.

Apesar de o pedetista ter anunciado que não pretende renunciar ao mandato para ser candidato ao governo em 2018, os dois parlamentares se mantiveram firmes na disputa pela indicação do partido, deixando pra trás Marcelo Queiroz, o nome preferido do prefeito.

Em conversas no final de semana, o PMDB decidiu indicar Hermano e Álvaro para a vaga. Caberá a Carlos Eduardo decidir entre os dois. O anúncio oficial do nome que o prefeito chancelará sairá nesta semana.

A favor de Hermano conta o fato de o peemedebista ter em Natal o seu maior reduto eleitoral, sendo o nome do partido que mais agrega votos à chapa. Contra ele, pesa o fato de o parlamentar ter disputado  a última eleição com o prefeito, conhecido por guardar rancor.

Já favorável ao nome de Álvaro, existe a ligação do deputado com o gestor da capital. Dias chegou a ser vice de Carlos Eduardo nas eleições de 2010, quando a candidatura do pedetista ao governo era de terceira via, com pequenas chances de sucesso. A parte negativa é que o nome dele não agrega votos na capital.

Fonte: Portal no Ar
Por Allan Darlyson
 

UFERSA, UFRN E IFRN PARTICIPAM 
 
DO I CONGRESSO BRASILEIRO
 
 DE GEOGEBRA


 Numa iniciativa do Instituto GeoGebra do Rio Grande do Norte, com a participação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN),   vai acontecer em Natal no período de 17 a 20 de agosto, o I Congresso Brasileiro do GeoGebra. O Congresso, que traz como tema GeoGebra: múltiplos olhares para o ensino e a aprendizagem dos conceitos, ocorrerá nas instalações do IFRN, localizado na Avenida Senador Salgado Filho, 1559 ­ Tirol.

A proposta é atender professores, alunos, docentes e discentes, bem como demais interessados em estudar e pesquisar com o aplicativo GeoGebra. “Esse aplicativo apresenta construções, na forma de visualização, nas diversas áreas como, matemática, estatística, ciências da natureza e engenharias”, explica o professor da Ufersa Angicos, Ricardo Antônio Faustino da Silva Braz, coordenado do Instituto de Geogebra do RN. O professor adianta ainda que a ideia do Congresso é divulgar as aplicações do GeoGebra, principalmente nas áreas que não apenas a matemática.

O Congresso de GeoGebra contará com 08 palestras, 10 minicursos e 14 oficinas. A palestra de abertura, a ser proferida no dia 17 a partir das 09hs da manhã, abordará o tema: Inserção de superfícies, desafios geométricos e de álgebra computacional com o GeoGebra, com o professor Jorge Manuel, do IG Portugal. E a palestra de encerramento abordará o tema O uso do GeogGebra na solução de tarefas de geometria Euclidiana: um estudo com licenciando em matemática, a ser proferida pelo professor Valdeni, do IG Paraná. O Congresso vai reunir palestrantes e participantes de vários estados brasileiros e do exterior. Confira a programação na íntegra.

CONHEÇA O GEOGEBRA – O GeoGebra é um software de matemática dinâmica para todos os níveis de ensino que reúne Geometria, Álgebra, Planilha de Cálculo, Gráficos, Probabilidade, estatística e Cálculos Simbólicos em um único pacote fácil de se usar. O GeoGebra possui uma comunidade de milhões de usuários em praticamente todos os países. O GeoGebra se tornou um líder na áreas de softwares de matemática dinâmica, apoiando, o ensino e a aprendizagem em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Visite o site do I Congresso de GeoGebra.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UFERSA

SENADORES VÃO JOGAR A BIOGRAFIA 

NO LIXO COM O IMPEACHMENT


Organizado pela Frente Brasil Popular e pela Via Campesina Internacional, o Tribunal Internacional ocorreu no Rio de Janeiro durante a terça-feira (19) e a quarta-feira (20) e contou com a presença de juristas provenientes de diversos países, como Itália, México, França, Espanha e Costa Rica, todos especializados em direitos humanos e defensores da liberdade. A condenação ao golpe foi unânime.

“Isso já mostra que toda essa história de ‘pedaladas fiscais’, não passou de desculpa para a efetivação desse golpe parlamentar”, afirma Proner. Mas, fala, “todo o mundo já sabe que a presidenta não cometeu crime para perder o seu mandato legítimo”.

A decisão do Tribunal Internacional pela Democracia, de acordo com Proner, "é um contraponto às argumentações sem sentido da jurista Janaína Paschoal e servirá para levar ainda mais adiante a denúncia do golpe a instâncias internacionais".

A condenação do Tribunal Internacional diz que o impedimento da presidenta “viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

Para o bispo mexicano Raul Veras, candidato ao Prêmio Nobel da Paz, em 2012, o processo de impeachment à mandatária brasileira “não se trata de algo isolado, é algo articulado, muito bem pensado e apoiado por um poder que parece ter seus tentáculos nos cinco continentes e visa interromper um projeto político”.

A professora da Universidade Carlos III em Madri (Espanha) Maria José Farinas Dulce, acredita que estamos sofrendo “uma contrarrevolução neoliberal e conservadora, que rompe as bases sociais e integradoras. Estamos em regressão democrática, em regressão constitucional, portanto, estamos em luta”.

“O que está acontecendo aqui é uma conspiração contra a democracia”, afirma Azedeh Shahshahani, jurista iraniana-norte-americana. “Aqueles que estão falando contra Dilma Rousseff são acusados de corrupção e devem ser punidos por isso. Se um presidente pode continuar ou não a presidir, não deveria depender de ter a maioria no Congresso. Esse processo está baseado em algo que só pode ser definido como: capitalista, misógino e fascista”.

Proner também ressalta o caráter misógino e machista da elite brasileira, que “vestiu a camisa da seleção brasileira e foi para a rua pedir o impeachment e agora esse silêncio, quase constrangedor, diante de todas as comprovações de que não há crime de responsabilidade da presidenta”.

A professora de Direito da UFRJ lembra que a perícia do Senado não encontrou sinal de crime da presidenta e recentemente o Ministério Público Federal a inocentou das acusações sobre o que a mídia chama de “pedaladas fiscais”.

Então fica claro, para ela, “ninguém mais tem dúvida de que esse processo de impeachment visa atacar as políticas de combate às desigualdades e a democracia”. Por isso, ela pergunta: “os senadores vão jogar a biografia no lixo e aprovar o impeachment?”.

Fonte: Portal CTB
Por Marcos Aurélio Ruy
 


sábado, 23 de julho de 2016

CONCURSO PÚBLICO DA

 UERN INSCREVE MAIS

 DE 12 MIL CANDIDATOS


A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural Assistencial (IDECAN) divulgam o número preliminar de inscritos no Concurso Público para preenchimento de 116 vagas, sendo 76 para professor e 40 para técnicos de nível superior e agente técnico administrativo (nível médio).

O IDECAN registrou mais de 20 mil inscrições, desse total, 12.660 pessoas efetuaram o pagamento da taxa, tendo suas inscrições homologadas de forma preliminar. Das 12.660 inscrições, 10.839 são para Técnicos (sendo 6.472 concorrentes de nível médio e 4.367 de nível superior) e 1.821 inscritos para o concurso Docente.

O IDECAN divulgou os editais de Homologação Preliminar de Inscrições; Homologação Preliminar de inscrições na condição de PcD (pessoa com deficiência – deferidos e indeferidos); Homologação Preliminar dos pedidos de atendimento especial (deferidos e indeferidos).

Confira nesses links:


A professora Cicília Maia, presidente da Comissão Central de Concursos, ressalta que a expectativa com relação ao número de inscritos foi superada. Agora, a Comissão se concentra nas próximas etapas do certame, com foco na realização das provas no dia 14 de agosto.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UERN