quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PARA REQUIÃO, TEMER É 

"DESPREZÍVEL" E "PLEBISCITO

 É A SOLUÇÃO"


"Não posso acreditar que pelo menos trinta senadores não tenham a coragem de acabar com o impasse devolvendo o protagonismo ao povo", disse Requião pelo Twitter.

Apesar de ser do mesmo partido que Temer, o senador é dos principais críticos do processo de impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff. 

"O ideal de toda mulher é achar um homem que a ame tanto quanto um senador fisiológico impichista ama um pixuleco e um favor com o erário".

Fonte: Brasil 247 
 


terça-feira, 23 de agosto de 2016

DIAGNÓSTICO DO TURISMO DO

 RN SERÁ APRESENTADO

 NA QUINTA-FEIRA


O Conselho de Turismo do Polo Costa das Dunas realiza nesta quinta-feira, 25, sua 68ª reunião de trabalho. O encontro será na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae-RN, no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

As discussões em torno do tema, com especialistas de várias instituições, entidades e órgãos públicos, além de autoridades do setor, começam às 9h e estão previstas para durar o dia todo. O Banco do Nordeste é responsável pelo secretariado do Polo.

O principal tema a ser tratado na reunião é a apresentação do Produto III – Diagnóstico do Turismo do RN, do Plano Estratégico e Marketing do Turismo e Elaboração das Estratégias do Desenvolvimento para o Turismo do Rio Grande do Norte, pela consultoria Solimar Internacional.

A empresa, contratada pelo Governo do Estado por meio do programa RN Sustentável, fez uma pesquisa para compreender o contexto da demanda turística e das visitas ao território potiguar.

O estudo contemplou todos os cinco polos turísticos do RN e analisou o perfil socioeconômico dos visitantes; seus costumes e principais motivações; tempo de estadia; gastos e suas avaliações de bens e serviços proporcionados. O produto a ser apresentado (III), trata das estratégias potenciais que cada um dos polos “poderia tentar, dadas as percepções reunidas na pesquisa”.

De acordo com a consultoria, o Polo Costa das Dunas é um “destino premiado”, atrai famílias com elevado nível de instrução e alta renda, que gastam mais e permanecem mais tempo em Natal e municípios vizinhos, principalmente por causa do clima e das paisagens.

No entanto, o diagnóstico aponta que os turistas gostariam de mais opções de eventos e de uma melhor administração das atrações turísticas, como os passeios de buggy, por exemplo.

O gerente executivo de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste no RN e secretário executivo do Conselho, Agnelo Peixoto, avalia que, por estar sendo construído de forma participativa com o trade turístico, “O Plano Estratégico e Marketing do Turismo proporcionará traçar ações e prioridades para o setor e, dessa forma, fortalecer, além de outras vertentes do desenvolvimento, o crescimento sócio-econômico das regiões turísticas do Rio Grande do Norte”.

Também serão discutidas as implicações do calendário das eleições municipais no desenvolvimento das atividades, bem como a renovação do Conselho para o quadriênio 2017/2020.

COMPOSIÇÃO – O Conselho de Turismo do Polo Costa das Dunas é composto por 18 municípios: Arez, Baia Formosa, Canguaretama, Ceará-Mirim, Extremoz, Macaíba, Maxaranguape, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, Pedra Grande, Rio do Fogo, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu, São Miguel do Gostoso, Senador Georgino Avelino, Tibau do Sul e Touros.

Fonte: O Mossorense Online
Por Márcio Costa

TEMER AGORA DIZ QUE VAI 

"SEGURAR" REAJUSTES SALARIAIS


O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse, nesta segunda (22), que os aumentos já aprovados serão mantidos, mas a posição do Planalto agora é de aguardar e discutir as propostas que ainda estão tramitando no Congresso.

"O que passou, passou. Agora, o momento é de segurar um pouco essa questão de reajustes. O país precisa aprovar suas reformas estruturantes, precisa sinalizar claramente o compromisso com o combate ao déficit público e com a austeridade fiscal. Esse é o nosso sentimento nessa hora", disse, após almoço entre líderes da base da Câmara com Temer.

O governo tem sido criticado por agir de forma contraditória. Ao mesmo tempo em que adota o discurso da austeridade e defende propostas que significarão cortes em direitos sociais e garantias constitucionais, oferta benesses a alguns setores que têm impacto sobre as contas públicas.

Nos últimos meses, os parlamentares aprovaram - com o aval do governo - um pacote de reajustes para várias categorias do funcionalismo, com impacto de R$ 58 bilhões nos cofres públicos. A iniciativa fez crescer um certo descrédito em relação às intenções do governo, que acabara de aprovar uma estimativa de deficit de R$ 170,5 bilhões - a maior da história do país.

Economistas, parlamentares e analistas, apontaram que os cortes eram, portanto, seletivos. E muitos sinalizaram que a meta fiscal teria sido inflada, com o objetivo de agradar aliados do golpe e conquistar apoio para Temer.

Entre as propostas de reajuste que ainda estão em análise no Legislativo, está, por exemplo, o aumento do teto remuneratório dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto eleva os salários de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que tem efeito "cascata" e significará ampliar o teto remuneratório do funcionalismo público em todo o país.

O freio do governo nos reajustes ocorre também em meio à descrença do mercado financeiro em relação ao ajuste fiscal e a críticas do PSDB a concessões feitas pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Os tucanos pressionam por medidas mais duras e temem que Meirelles evite iniciativas mais impopulares, de olho na disputa de 2018.

Apelo por engajamento


No almoço com os líderes, Temer solicitou apoio para votações que devem ocorrer esta semana, como a conclusão da análise do projeto de renegociação das dívidas estaduais com a União e a proposta de Lei Orçamentária Anual (LDO) de 2017.

O governo quer evitar o revés que sofreu no passado, quando precisou adiar votações consideradas prioritárias por falta de quórum para aprovar as medidas. Foi o caso da análise da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e do próprio projeto que alonga o prazo de pagamento das dívidas de Estados com a União.

Segundo Geddel, Temer chegou a fazer um "apelo" aos parlamentares, pedindo "engajamento" da bancada governista. "O presidente renovou esse apelo que a coordenação política tem feito permanentemente por presença em Brasília e por engajamento da base que está participando efetivamente do governo que é hora de dar demonstração clara ao país de disposição de enfrentar os problemas”, disse.

De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na lista de projetos prioritários, está ainda a revisão da legislação do pré-sal, um projeto do então senador José Serra, que flexibiliza a participação da Petrobras na exploração dos campos de pré-sal.

"Temos muitas medidas provisórias, os destaques da renegociação das dívidas dos Estados e, depois disso, a gente entra no Pré-sal. O pedido do presidente foi para que a Câmara possa avançar nessas matérias que são muito importantes para o país", afirmou.

Fonte: Portal Vermelho 
 

A DEMOCRACIA CAPTURADA

 PELA GRANDES EMPRESAS


Diferentemente do esperado, as políticas públicas não são elaboradas pelo Estado em prol da sociedade civil, mas por grandes empresas que exercem um poderio cada vez maior sobre os Três Poderes. Em um estágio extremo do capitalismo, grandes empresas protagonizam um mecanismo de “captura da esfera pública” e passam a ditar leis e regras. O Estado inverte, então, a lógica, e prioriza interesses privados em vez de públicos.
 
É contra essa dinâmica que o grupo de ativistas e pesquisadores Vigência! lança nesta sexta-feira 19 o relatório A privatização da democracia: Um catálogo da captura corporativa no Brasil. O documento de 144 páginas, elaborado em conjunto com o IIEP (Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas) com apoio da ONG britânica Oxfam, esmiúça a entrada agressiva do capital privado em áreas como alimentos e biossegurança, educação, finanças e juros, meio ambiente, mídia, saúde, segurança e habitação, e fornece uma radiografia da atuação das grandes empresas nesses setores.
 
“Mostramos um processo de privatização da democracia, no qual grandes grupos econômicos, e seus interesses privados, se apropriam e controlam a esfera de decisões a partir de seus interesses”, explica a geógrafa Yamila Goldfarb, que na publicação escreve sobre alimentos transgênicos.
 
O modus operandi se dá através de práticas como o lobby – não reconhecido ou regulado no Brasil – e o que se chama de “porta giratória”, ou seja, a contratação de ex-gestores públicos pela iniciativa privada ou vice-versa.
 
No Brasil a prática não é crime e são poucos os cargos públicos que exigem do novo ocupante uma quarentena de quatro meses após a demissão. Assim, o mecanismo é amplamente utilizado, por exemplo, pela indústria farmacêutica. “O ex-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, demitido do órgão em outubro de 2014, por exemplo, foi contratado pela Interfarma em maio de 2015”, lembra o relatório.
 
Logo na introdução, o economista Ladislau Dowbor explica que a ideia é, por meio de estudos de caso em diferentes setores, “fornecer um panorama da influência que as empresas exercem sobre os processos políticos no Brasil de forma a favorecer seus interesses privados”. Constata-se, então, “um ciclo perverso, que despreza os interesses de diversas parcelas da sociedade brasileira – sobretudo os dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.”
 
Esse sistema acaba por custar caro a todos. Enquanto os pequenos produtores agrícolas podem ficar reféns dos “contratos de serviço” com grandes processadoras de alimentos ou com empresas de agrotóxicos ou sementes transgênicas vendidas por transnacionais, no mercado imobiliário leva a uma desenfreada especulação e na educação pode priorizar o lucro em detrimento da qualidade do ensino.
 
Na esfera ambiental, atinge diretamente povos originários e altera formas de vida, como constatou-se no processo de construção de barragens e obras da usina de Belo Monte, no Pará.
 
As consequências também são perceptíveis quando se analisa a concentração de renda e a consequente desigualdade trazidas por essa dinâmica. Dados levantados pela Oxfam mostram que em 2015, apenas 62 indivíduos detinham a mesma riqueza que 3,6 bilhões de pessoas, e que a riqueza das 62 pessoas mais ricas do mundo aumentou em 45%, saltando de 542 bilhões de dólares em 2010 para 1,76 trilhão em 2015.

 
O rendimento anual médio dos 10% mais pobres da população mundial, por outro lado, aumentou menos de 3 dólares em quase um quarto de século, sendo que sua renda diária aumentou menos de um centavo por ano. Neste contexto, a América Latina se mostra especialmente preocupante, uma vez que tem 0,5% de sua população economicamente ativa dona de 43% da riqueza da região, enquanto e os 8% mais ricos possuem 87% dela.
 
Dentre os inúmeros exemplos do poder que as empresas exercem no Brasil, um dos mais expressivos talvez seja quando se analisa a política fiscal. O relatório observa que, apesar de o Brasil ser um dos únicos países do mundo a não taxar lucros e dividendos de empresas no imposto de renda de pessoa física (o que lhe renderia uma receita de 43 bilhões de reais por ano), “a elite econômica ameaça retirar o apoio ao governo a cada tentativa de ajustar a política fiscal no sentido de repartir a conta com o setor mais rico, e afirma que a única solução para equilibrar as contas da nação é cortar gastos sociais.”
 
Tais desonerações fiscais concedidas pelo governo brasileiro a diversos setores custaram ao País 260 bilhões de reais, sendo 68 bilhões de reais apenas entre 2011 e 2014.
 
Evidências
 
“O poder das empresas não é uma novidade, mas o relatório identifica exemplos concretos dos mecanismos dos quais elas se utilizam para influenciar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário no país”, observa o cientista político Gonzalo Berrón, um dos organizadores da publicação. Para Berrón, enquanto o Legislativo e o Executivo são os mais influenciados pelo grande capital, através de regras e projetos de lei, o Judiciário incorpora tal influência na esfera cultural.
 
Além de denunciar os abusos, A privatização da democracia: Um catálogo da captura corporativa no Brasil aponta algumas “rotas de fuga” que podem ajudar no desmantelamento de uma cultura corporativa que alimenta desigualdades e ofusca o protagonismo das necessidades da sociedade civil perante o Estado.
 
São elas: uma ampla reforma política; o aperfeiçoamento das leis anticorrupção; proibição efetiva ao financiamento empresarial de campanhas eleitorais e de partidos; fixação de limites baixos para as contribuições pessoais para os partidos e as campanhas; promoção do financiamento público dos partidos e das campanhas.
 
“O que propomos tem um aspecto anticapitalista, mas não significa que para mudar tenhamos de sair do sistema capitalista Acreditamos na possibilidade de melhorar o quadro, regular, impor limites”, afirma Yamila.
 
Para isso, ela observa, é preciso ampliar o controle público da economia, a participação social na implementação de políticas públicas, uma maior transparência que promova uma participação efetiva da sociedade. “Sabemos que as empresas são uma parte da sociedade que merece ser ouvida, mas assim como os movimentos sociais deveriam ser. O problema-chave é a assimetria que existe para esses atores na hora de influenciar e elaborar políticas.” 

Fonte: CartaCapital
Por Marsílea Gombata
  

Indicadores e Índices Econômicos - 23/08/2016

Fonte: Empresário Online

CÂMBIO E OURO

I-Dólar:
Comercial
DIA Compra Venda
17/08
18/08
19/08

R$ 3,210
R$ 3,231
R$ 3,206

R$ 3,212
R$ 3,233
R$ 3,207

Fonte: UOL
II-Euro:

DIA Compra Venda
17/08
18/08
19/08

R$ 3,618
R$ 3,671
R$ 3,631

R$ 3,624
R$ 3,675
R$ 3,636

Fonte: UOL
III-Ouro:

DIA Compra
17/08
18/08
19/08

R$ 137,76
R$ 139,16
R$ 138,46

Fonte: BOVESPA
 
 
 REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:

ÍNDICES ACUMULADO % ATÉ AGOSTO/ 16
IGP-M (FGV)
IGP-DI (FGV)
IPC-FIPE
IPCA (IBGE)
INPC (IBGE)
ICV-DIEESE
1,1163
1,1123
1,0963
1,0985
1,0874
1,0825
Fonte: O Estado de S. Paulo
Fatores válidos para contratos cujo último reajuste ocorreu há um ano.
Multiplique o valor pelo fator.



 POUPANÇA/DIA –AGOSTO

Período
Poupança (1)
Poupança (2)
26/07 a 26/08
27/07 a 27/08
28/07 a 28/08
29/07 a 29/08
30/07 a 30/08
31/07 a 31/08
01/08 a 01/09
02/08 a 02/09
03/08 a 03/09
04/08 a 04/09
05/08 a 05/09
06/08 a 06/09
07/08 a 07/09
08/08 a 08/09
09/08 a 09/09
10/08 a 10/09
11/08 a 11/09
12/08 a 12/09
13/08 a 13/09
14/08 a 14/09
15/08 a 15/09
0,7462%
0,7252%
0,7116%
0,7558%
0,7558%
0,7558%
0,7558%
0,7212%
0,7547%
0,7256%
0,6667%
0,6655%
0,6950%
0,6938%
0,7159%
0,6843%
0,6795%
0,6271%
0,6291%
0,6687%
0,7016%
0,7462%
0,7252%
0,7116%
0,7558%
0,7558%
0,7558%
0,7558%
0,7212%
0,7547%
0,7256%
0,6667%
0,6655%
0,6950%
0,6938%
0,7159%
0,6843%
0,6795%
0,6271%
0,6291%
0,6687%
0,7016%
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
 
 
 INDICADORES/MÊS


mai/16 jun/16 jul/16 ago/16 Ano 12 meses
Poupança antiga (1)
Poupança (2)
TR*
TJLP
FGTS (3)
SELIC - Déb Fed (4)
UPC ***
Salário Mínimo
Salário Mínimo SP (5)
UFIR (6)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(R$)
(R$)
(R$)

0,6541%
0,6541%
0,1533
0,62
0,4003
1,11
23,05
880,00
1.000,00
---
0,7053%
0,7053%
0,2043
0,60
0,4514
1,16
23,05
880,00
1.000,00
---
0,6629
0,6629
0,1621
0,62
0,4091
1,11
23,16
880,00
1.000,00
0,7558
0,7558
0,2545
0,62
0,5018
1,22
23,16
880,00
1.000,00
---
5,48
5,48
1,36
5,02
3,37
9,22
1,45
11,68
---
---
8,39
8,39
2,09
7,42
5,16
14,15
2,07
11,68
---
---
* TR – Taxa Referencial; ** Débitos Federais; *** Unidade Padrão de Capital; (1) Rendimento no 1º dia do mês seguinte, para depósitos até 03/05/12; (2) Rendimento no primeiro dia do mês seguinte para depósitos a partir de 04/05/2012 – MP nº 567, de 03/05/2012. (3) Crédito no dia 10 do mês seguinte (TR + juros de 3 % ao ano). (4) Juro pela Taxa Selic para pagamentos de débitos federais em atraso – no mês do pagamento, a taxa é de 1%; (5) São duas faixas salariais mínimas, com vigência a partir deste mês: R$ 905 (para domésticos, agropecuários, ascensoristas, motoboys) e R$ 920 (para operadores de máquinas, carteiros, cabeleireiros, trabalhadores de turismo, telemarketing); (6) Extinta pela Medida Provisória nº 1973/67, de 27/10/00 – último valor: R$ 1,0641; BTN + TR cheia – suprimido por ser título extinto pela Lei nº 8.177, de 01/03/1991, embora ainda existam alguns em circulação.
Fonte: Folha Online, Valor Econômico 
 
 
 
 INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
 AGOSTO/ 2016

ÍNDICES
nov/15 dez/15 jan/16 fev/16 mar/16
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
1,11
1,01
0,85
1,02
1,06
0,92
1,19
1,41
1,00
0,34
1,52
1,93
0,90
0,40
0,02
0,90
0,96
1,18
0,77
0,82
0,66
0,44
0,33
0,88
0,10
0,49
0,39
0,92
0,12
0,18
1,51
1,27
0,92
1,80
1,37
1,50
1,53
1,63
1,78
0,39
1,14
1,14
1,48
0,32
0,44
0,95
0,90
1,42
0,71
0,89
0,92
0,79
0,84
0,76
0,54
1,29
1,45
1,19
0,52
0,05
0,44
0,43
0,43
0,44
0,97
0,64
0,43
0,37
0,50
0,64
0,51
0,44
0,58
0,79
0,01


abr/16 mai/16 jun/16 jul/16 12meses
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,64
0,61
0,51
0,57
0,46
0,41
0,36
0,29
0,49
0,55
0,33
0,29
0,39
0,41
0,12
0,98
0,78
0,86
0,67
0,57
0,30
1,13
1,49
0,64
0,08
0,82
0,98
0,65
0,19
0,03
0,47
0,35
0,40
0,45
0,65
0,33
1,63
2,10
0,26
1,93
1,69
2,21
0,33
1,52
3,18
0,64
0,52
0,54
0,21
0,35
(*)
-0,39
-0,81
-0,37
0,49
0,18
-0,01
0,29
1,09
1,15
9,56
8,74
8,98
8,25
9,63
9,56
11,23
13,17
8,37
6,40
11,63
13,72
8,21
6,85
5,42
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016


A LIQUIDEZ DA VIOLÊNCIA NA

 SOCIEDADE MOSSOROENSE


A atualidade é conceituada por Zygmunt Bauman como “modernidade líquida”, pela incapacidade de manter a forma, as relações, instituições, quadros de referência, estilos de vida, crenças e convicções mudam antes que tenham tempo de se solidificar. Partindo desse conceito e observando essa liquidez no submundo das conseqüências advindas do tráfico e uso de entorpecentes, se observa que vem surgindo uma geração acostumada com a matança indiscriminada, com o acerto de contas, com a violência gratuita, que banalizam a vida à medida que mudam as circunstancias, à medida que mudam os interesses, à medida que as referencias em uma sociedade não encontram forma.

Trazendo ao leitor algumas vivências do cotidiano como operador de segurança pública e pesquisador das conseqüências do uso de drogas entre jovens, um fato me chamou atenção, levando-me à reflexão posterior, naquele dia. Eram 02h40min da manhã, minha equipe (Eu e outro Policial) tínhamos entrado no plantão às 19h.

Já havíamos atendido inúmeros chamados da população mossoroense com os mais diversificados problemas possíveis, desde brigas entre vizinhos, roubos de celular, vizinhos com som alto, pessoas com medo a ponto de ligar para o 190 e pedir que a polícia passe em frente a sua casa e toque a sirene, violência doméstica, entre tantos outros conflitos que tivemos que intervir e mediar.

Mas o que nos chamou atenção naquela madrugada foi o chamado das 02h40min, fomos acionados para verificar possíveis disparos de arma de fogo em um bairro periférico de Mossoró; uns três a quatro minutos depois chegamos ao local, o relógio do painel da viatura que eu dirigia marcava 02h43min da manhã.

Algumas pessoas se aglomeravam em frente a casa onde ocorrera os disparos, adentramos ao local e logo constatamos uma jovem que aparentava ter seus 19 a 20 anos, em estado de choque. Dizia apenas que três homens tinham invadido sua casa, arrombado a porta do quarto onde ela dormia com seu marido e duas crianças  e disparado contra seu marido, apontando para onde estava seu marido.

Ao nos dirigirmos para o local apontado,  encontramos na porta do quarto onde o casal dormia muitas cápsulas de munição e manchas de sangue dentro do quarto, em que estava o marido dela caído por trás de um armário com vários tiros na cabeça e tórax. Havia muito sangue no chão, a massa encefálica estava exposta.

Até aí para mim, tudo parecia normal comparando-se a  tantos outras ocorrências do tipo já atendidas, porém ao concluir a varredura visual no quarto  percebi que tinha uma criança, aparentando ter entre 2 e 3 anos de idade trajando apenas uma cueca naquela madrugada fria. Olhou para mim e disse: “meu pai tá dormindo no chão, tem sangue nele”.

Olhei para o mesmo e travei, pois já se observava ali que o pai dele estava sem vida. Como dizer a ele que seu pai estava morto?  A criança assistindo toda aquela cena, sem entender bem o que acontecia. Mal sabia que aquele momento era o ultimo com seu pai.

Rapidamente com cuidado para não alterar a cena do crime, e utilizando recursos lúdicos e a experiência de pai, retirei a criança daquele local, conversei um pouco com ele o acalmando, isolamos a cena do crime e a criança foi entregue a parentes que estavam fora da casa.

Analiso essa situação baseado no filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, quando defende que o ser humano atual é um produto do que acontece na modernidade líquida. Nos seus escritos, ele aborda o indivíduo como alguém que integra uma sociedade e responde à ela, modelando-se aos seus ditames.

Essa criança e tantas outras que vivenciam inúmeras cenas de violência no seu dia-a-dia não têm como responder diferente, pois integram essa sociedade líquida, sem forma descrita por Baunan.

Quando foi identificado, se verificou que a vítima do homicídio era envolvida com drogas. Ex-presidiário, tinha 20 anos.

Fonte: Blog do Carlos Santos
Por Ibraim Vilar Moisinho*

*Ibraim Vilar Moisinho é Policial Militar, bacharel em Administração e Especialista em Segurança Pública e Cidadania – SENASP/UERN