quarta-feira, 29 de junho de 2016


SECRETÁRIA DO TESOURO DESCARTA

 RENEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS

 DOS MUNICÍPIOS


A equipe econômica não está disposta a abrir novas negociações de dívidas dos municípios nos moldes das renegociações com os estados, disse hoje (28) a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi.
 

Segundo a secretária, não existe espaço fiscal para novas concessões por parte da União, e as prefeituras já estão sendo beneficiadas pela troca dos indexadores das dívidas.

Ana Paula destacou que o Tesouro Nacional tem aproveitado a mudança na correção das dívidas para reavaliar condições e corrigir eventuais distorções nos débitos das prefeituras. “Existem vários municípios assinando aditivos com revisões de contratos dentro da mudança do indexador”, explicou.

De acordo com a secretária, a meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões aprovada pelo Congresso para este ano não comporta nenhuma nova renegociação de dívidas. “Somente a renegociação com os estados terá impacto de R$ 20 bilhões neste ano e foi feita tendo essa meta como baliza.”

Ana Paula ressaltou que a meta de déficit primário para este ano foi definida com base em revisões realistas que reduziram a estimativa de arrecadação, afetada pela crise econômica e aumentaram a projeção de despesas obrigatórias, que o governo não pode deixar de cumprir. “Colocamos na mesa a situação real e definimos a nova meta. Este é o primeiro passo para resgatar a credibilidade. Até por isso, não há folga para mais nada”, afirmou.

O déficit primário é o resultado negativo nas contas do governo sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública. A secretária do Tesouro assegurou que o órgão está acompanhando constantemente as contas públicas e que essa meta não será novamente revista. “O monitoramento da meta é uma questão central para o Tesouro”, acrescentou.

Sobre a meta fiscal para 2017, a secretária do Tesouro disse que a equipe econômica ainda está reavaliando as estimativas de receitas e despesas para enviar o novo número ao Congresso no início de julho. “Se a meta for enviada nesse prazo, dá para votar a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] até o dia 17 [de julho], como o Congresso está querendo”, declarou.

Originalmente, o projeto da LDO para o próximo ano estabelecia déficit de até R$ 65 bilhões. No entanto, com a revisão dos parâmetros da economia, o resultado negativo para 2017 poderá ficar em torno de R$ 100 bilhões. Desde 2014, o setor público (União, estados, municípios e estatais) registra déficit primário.

Fonte: Agência Brasil
Por Wellton Máximo
Edição Nádia Franco 

A PROPINA E O VOTO


Sérgio Machado, ex-senador do PSDB, por 12 anos presidente da Transpetro, tornou-se figura nacionalmente conhecida após ter pessoalmente grampeado políticos influentes “amigos” e, simultaneamente, revelado os mecanismos da corrupção existente na subsidiária da Petrobras.

Tenebrosas transações de empresários e políticos com diretores da maior estatal do País geram propina. Esta gera votos para os partidos e enriquece congressistas ambiciosos.

As dezenas de delações à Lava Jato, operação iniciada há mais de dois anos, embora impulsionada pela truculência e pela arbitrariedade, revelam que o juiz Sergio Moro e asseclas da Procuradoria e da Polícia Federal se alimentam do estimulante caixa 2.

É muito dinheiro, como se sabe agora. Daí talvez valha lembrar a sentença do Padre Vieira, mais sociólogo que sacerdote: “O dinheiro nem sempre passa da mão por onde passa”. Ou seja, nem sempre chega legalmente aos cofres dos partidos. Se não é “por dentro” é “por fora”, estipulou uma regra pétrea nos acordos entre doadores e receptores.

Há muito tempo a eleição no Brasil tornou-se uma competição mais econômica do que política. E por aí se desvirtuou. O candidato vai atrás do dinheiro para, depois, buscar o eleitor.

O tucano Arthur Virgílio corajosamente relevou: “Em 1986, fui obrigado a fazer caixa 2 na campanha para o governo do Amazonas (...) Vamos acabar com mocinhos pré-fabricados e bandidos preconcebidos (...) A maioria das campanhas tem caixa 2”.

Recentemente, Machado demarcou o que seria o começo de tudo: “Desde 1946”. Segundo ele, o “custo político” era, e ainda é, propiciado pelos empresários e “incluído no orçamento das obras”.

De lá para cá, o processo se alastrou. O povo arca com os custos.

Machado fala, e fala de cadeira, sobre a distribuição de propina entre os partidos políticos. Quem já conversou com o executivo, reconhece e identifica nele um homem simpático, inteligente, irônico. Dessa última virtude, aliás, ele tirou uma definição para a Petrobras: “É a madame mais honesta dos cabarés do Brasil”.

Machado aponta para o elenco das estatais, além da Petrobras, sugadas pelos vampiros da política: Departamento Nacional de Transportes, Docas, Banco do Nordeste, Fundação Nacional de Saúde, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Não falou em Furnas. Talvez por mero esquecimento.

A data do começo dessa arruaça criminosa com o dinheiro público, apontada por Machado, é discutível. Há, porém, uma coincidência. Esse suposto ano, 1946, além de ser a data de aniversário de Machado, sucede o fim do Estado Novo. Haveria relação de causa e efeito?

Preso há mais de um ano pela Lava Jato, Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira com seu sobrenome, em suposto arranjo para uma delação premiada, teria lançado uma óbvia e atenta afirmação: “Os repasses via caixa 2 são parte da cultura política do País e do sistema de financiamento a partidos”.

Movido pela pressão imposta pelas circunstâncias, o Supremo Tribunal Federal proibiu a doação de empresas para as campanhas eleitorais a partir de 2016. A regra começa a vigorar nas eleições municipais de outubro. É previsto um impacto nas campanhas. O caixa 2 será reinventado com o mundialmente conhecido jeitinho brasileiro. A diferença, no caso, ocorrerá no topo da pirâmide social.

Fonte: CartaCapital
Por Mauricio Dias


Indicadores e Índices Econômicos - 29/06/2016

Fonte: Empresário Online

CÂMBIO E OURO

I-Dólar:
Comercial
DIA Compra Venda
22/06
23/06
24/06

R$ 3,376
R$ 3,341
R$ 3,378

R$ 3,378
R$ 3,344
R$ 3,380

Fonte: UOL
II-Euro:

DIA Compra Venda
22/06
23/06
24/06

R$ 3,813
R$ 3,801
R$ 3,745

R$ 3,817
R$ 3,806
R$ 3,747

Fonte: UOL
III-Ouro:

DIA Compra
22/06
23/06
24/06

R$ 137,23
R$ 136,34
R$ 143,35

Fonte: BOVESPA
 
 
 REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:

ÍNDICES ACUMULADO % ATÉ JUNHO/ 16
FIPE
IGP-DI
IPC-FIPE
IPCA (IBGE)
INPC (IBGE)
ICV-DIEESE
1,1109
1,1126
1,0998
1,0932
1,0982
1,0944
Fonte: O Estado de S. Paulo
Fatores válidos para contratos cujo último reajuste ocorreu há um ano.
Multiplique o valor pelo fator.



 POUPANÇA/DIA –JUNHO

Período
Poupança (1)
Poupança (2)
03/06 a 03/07
04/06 a 04/07
05/06 a 05/07
06/06 a 06/07
07/06 a 07/07
08/06 a 08/07
09/06 a 09/07
10/06 a 10/07
11/06 a 11/07
12/06 a 12/07
13/06 a 13/07
14/06 a 14/07
15/06 a 15/07
16/06 a 16/07
17/06 a17/07
18/06 a 18/07
19/06 a 19/07
20/06 a 20/07
21/06 a 21/07
22/06 a 22/07
0,6642%
0,6272%
0,6562%
0,7269%
0,7270%
0,7188%
0,7121%
0,6694%
0,6635%
0,6923%
0,7132%
0,6945%
0,6834%
0,7217%
0,6795%
0,6529%
0,6911%
0,7316%
0,7180%
0,7146%
0,6642%
0,6272%
0,6562%
0,7269%
0,7270%
0,7188%
0,7121%
0,6694%
0,6635%
0,6923%
0,7132%
0,6945%
0,6834%
0,7217%
0,6795%
0,6529%
0,6911%
0,7316%
0,7180%
0,7146%
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
 
 
 INDICADORES/MÊS


mar/16 abr/16 mai/16 juni/16 Ano 12 meses
Poupança antiga (1)
Poupança (2)
TR*
TJLP
FGTS (3)
SELIC - Déb Fed (4)
UPC ***
Salário Mínimo
Salário Mínimo SP (5)
UFIR (6)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(R$)
(R$)
(R$)

0,7169
0,7169
0,2168
0,62
0,4640
1,16
22,95
880,00
905,00
---

0,7179
0,7179
0,2168
0,60
0,3773
1,06
23,05
880,00
905,00
---
0,6541%
0,6541%
0,1533
0,62
0,4003
1,11
23,05
880,00
1.000,00
---
0,7053%
0,7053%
0,2043
0,60
0,4514
1,16
23,05
880,00
1.000,00
---
4,0
4,0
0,94
3,72
2,44
6,73
0,96
11,68
---
---
8,39
8,39
2,10
7,25
5,16
14,11
1,99
11,68
---
---
* TR – Taxa Referencial; ** Débitos Federais; *** Unidade Padrão de Capital; (1) Rendimento no 1º dia do mês seguinte, para depósitos até 03/05/12; (2) Rendimento no primeiro dia do mês seguinte para depósitos a partir de 04/05/2012 – MP nº 567, de 03/05/2012. (3) Crédito no dia 10 do mês seguinte (TR + juros de 3 % ao ano). (4) Juro pela Taxa Selic para pagamentos de débitos federais em atraso – no mês do pagamento, a taxa é de 1%; (5) São duas faixas salariais mínimas, com vigência a partir deste mês: R$ 905 (para domésticos, agropecuários, ascensoristas, motoboys) e R$ 920 (para operadores de máquinas, carteiros, cabeleireiros, trabalhadores de turismo, telemarketing); (6) Extinta pela Medida Provisória nº 1973/67, de 27/10/00 – último valor: R$ 1,0641; BTN + TR cheia – suprimido por ser título extinto pela Lei nº 8.177, de 01/03/1991, embora ainda existam alguns em circulação.
Fonte: Folha Online, Valor Econômico 
 
 
 INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
JUNHO/2016

ÍNDICES
out/15 nov/15 dez/15 jan/16 fev/16
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,77
0,82
0,66
0,78
0,88
0,99
1,76
2,38
0,76
0,36
1,89
2,63
0,64
0,27
-0,02
1,11
1,01
0,85
1,02
1,06
0,92
1,19
1,41
1,00
0,34
1,52
1,93
0,90
0,40
0,02
0,90
0,96
1,18
0,77
0,82
0,66
0,44
0,33
0,88
0,10
0,49
0,39
0,92
0,12
0,18
1,51
1,27
0,92
1,80
1,37
1,50
1,53
1,63
1,78
0,39
1,14
1,14
1,48
0,32
0,44
0,95
0,90
1,42
0,71
0,89
0,92
0,79
0,84
0,76
0,54
1,29
1,45
1,19
0,52
0,05


mar/16 abr/16 mai/16 jun/16 12meses
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,44
0,43
0,43
0,44
0,97
0,64
0,43
0,37
0,50
0,64
0,51
0,44
0,58
0,79
0,01
0,64
0,61
0,51
0,57
0,46
0,41
0,36
0,29
0,49
0,55
0,33
0,29
0,39
0,41
0,12
0,98
0,78
0,86
0,67
0,57
0,30
1,13
1,49
0,64
0,08
0,82
0,98
0,65
0,19
0,03


0,40

9,82
9,32
8,98
9,44
9,98
9,72
11,26
12,92
9,15
6,36
11,09
12,54
9,09
6,77
2,42
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas
 

terça-feira, 28 de junho de 2016


APÓS "BREXIT" AGÊNCIAS REBAIXAM 

CLASSIFICAÇÃO DO REINO UNIDO


As agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor's rebaixaram a nota de crédito de longo prazo do Reino Unido após a população se decidir pela saída do país da União Europeia em referendo na última quinta-feira.

Na classificação da Fitch, o rating de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR, na sigla em inglês) de longo prazo em moedas estrangeira e local do Reino Unido passou de AA+ para AA. A perspectiva é negativa, o que indica a possibilidade de novos cortes na nota de crédito do país. No caso da S&P, o rating passou de AAA para AA, também com perspectiva negativa.

Perspectiva negativa contabiliza os riscos à economia e à performance fiscal do Reino Unido
 
Em comunicado, a Fitch afirma que a decisão do país de deixar a 
União Europeia terá impacto negativo sobre sua economia, finanças públicas e política. "A Fitch acredita que a incerteza após o resultado do plebiscito irá induzir a uma abrupta desaceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no curto prazo, com as empresas adiando investimentos e considerando mudanças no ambiente legal e regulatório", observa a agência.

A Fitch revisou para baixo sua previsão de crescimento do PIB do Reino Unido de 1,9% para 1,6% em 2016 e de 2,0% para 0,9% tanto em 2017 como em 2018. A expectativa é de crescimento mais fraco no médio prazo também devido às condições menos favoráveis de exportações para a União europeia, à menor imigração e à retração nos investimentos estrangeiros diretos.

A S&P, que rebaixou o país em dois degraus, considera que o resultado da votação pode desencadear uma crise constitucional caso ele leve a outros plebiscitos sobre a independência da Escócia e também da Irlanda do Norte.

A perspectiva negativa contabiliza os riscos à economia e à performance fiscal e externa do Reino Unido, bem como incertezas políticas e o papel da libra como uma reserva de valor. No dia seguinte à divulgação do resultado da votação, a libra caiu ao menor valor em 30 anos com o pessimismo de investidores. "Revisamos nossa leitura sobre as instituições britânicas e não as consideramos mais um fator de robustez para o rating soberano", afirmou, em nota, a agência.

Fonte: Isto É Dinheiro
Conteúdo Estadão 
 

INSCRIÇÕES PARA XVI PRÊMIO 

RN DE ECONOMIA ENCERRAM HOJE


O concurso que premia economistas recém-formados através dos melhores trabalhos monográficos, em nível de graduação, segue com inscrições até esta terça-feira, dia 28 de junho. O XVI Prêmio RN de Economia 2016 é uma parceria entre o Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte – CORECON-RN com o Conselho Federal de Economia – COFECON.

De acordo com os objetivos traçados pelos seus organizados, o evento visa estimular e incentivar a pesquisa científica entre os formandos. Uma forma de estimular o futuro profissional ainda no período da faculdade, no período do curso.

A premiação definida, em dinheiro, também é outro atrativo interessante do XVI Prêmio RN de Economia. Os três primeiros lugares recebem de R$ 600 a R$ 2.100. Para saber mais sobre o Prêmio ou para ver o regulamento completo, acesse www.corecon-rn.org.br. Mesmo site para definir como fazer a inscrição.

Fonte: O Mossoroense Online
Por Sérgio Oliveira 
 

Fonte: Fiscosoft

ÍNDICES ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Mês: 06/2016
Índice Período Valor
BTN+TR 06/2016 1,6873

Índices Econômicos e Financeiros
Mês: 05/2016
Índice Período Valor
BTN+TR 05/2016 1,6839
IGP-M FGV 05/2016 0,82
INCC-DI 05/2016 0,08
INCC-M 05/2016 0,1900
SELIC 05/2016 1,11
Índices Econômicos e Financeiros
Mês: 04/2016
Índice Período Valor
BTN+TR 04/2016 1,6813
CUB-SINDUSCON/SP 04/2016 0,13
ICV-DIEESE 04/2016 0,57
IGP-FGV 04/2016 0,36
IGP-M FGV 04/2016 0,33
INCC-DI 04/2016 0,55
INCC-M 04/2016 0,4100
INPC-IBGE 04/2016 0,64
IPC-FGV 04/2016 0,49
IPC-FIPE 04/2016 0,46
IPCA-IBGE 04/2016 0,61
SELIC 04/2016 1,06

sexta-feira, 24 de junho de 2016

REINO UNIDO DECIDE 

ABANDONAR UNIÃO EUROPEIA


Em um referendo histórico com mobilização recorde do eleitorado, superior a 70%, o Reino Unido decidiu ontem deixar a União Europeia (UE). No início da madrugada, com a divulgação dos resultados ainda parciais, bolsas de valores da Ásia desabaram e a libra esterlina caía ao menor valor frente ao dólar desde 1985 como reação à vitória do “Brexit” – a saída britânica.

A exemplo da eleição geral britânica de 2015, as urnas contradisseram a maioria das pesquisas de intenção de voto. Levantamentos apontavam para a vitória do “permanecer” e dois importantes políticos que fizeram campanha contra a UE chegaram a dizer que já imaginavam a derrota pouco após fechamento das urnas. 

Nigel Farage, líder do Partido pela Independência do Reino Unido (Ukip) e uma importante voz em favor da saída, disse à Sky News após o encerramento da votação que o comparecimento foi extremamente alto e parecia que o "Remain" (permanência) venceria. A ministra Theresa Villiers, que fez campanha pela saída, disse à TV que o “instinto” lhe dizia que o "Leave" (saída) perderia.

Os comentários de Farage e as pesquisas de opinião levaram a libra esterlina a seu nível mais alto em seis meses – US$1,50. A moeda despencou em 10%, no entanto, depois que a apuração na cidade de Sunderland, no noroeste, mostrou um grande apoio à saída.
 

Após a confirmação da saída, a queda se acentuou e chegou a 12,64%. “Que o dia 23 de junho seja o nosso dia da independência”, declarou Farage quando a apuração mostrou a vitória do “Leave”.

Ao longo do dia de votação, a expectativa de vitória do campo pró-Europa também gerou otimismo no mercado financeiro. As principais bolsas europeias fecharam em alta: Londres com 1,23%, Frankfurt com 1,85% e Paris com 1,96%. Mas durante a madrugada a tendência se inverteu e a abertura dos mercados financeiros asiáticos passou a refletir o pessimismo com o avanço da apuração e, posteriormente, a confirmação da decisão pelo “sair”.

Derrota política. Após ser derrotado no plebiscito, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo. Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses e deixar, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

"Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino", disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Pouco após o fechamento das urnas, em post no Twitter, Cameron, que era o líder da campanha pró-UE agradeceu o apoio da opinião pública. “Obrigado a todos que votaram para manter o Reino Unido mais forte, mais seguro e melhor na Europa”, disse o premiê.

A realização do referendo foi uma das principais bandeiras de Cameron para pacificar grupos de seu partido insatisfeitos com a UE. O premiê esperava obter uma vitória tranquila pela permanência, mas acabou colhendo um resultado que pode custar sua carreira política.
 

Analistas afirmaram que o sentimento anti-UE foi inesperadamente forte nas cidades inglesas do norte, duramente afetadas pelo declínio das indústrias e perda de empregos.

Bloco. A votação no referendo provocou um dia de tensão máxima nas principais capitais do continente. Ao longo da jornada, líderes como o presidente da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afastaram qualquer possibilidade de que pudesse haver outra opção em caso de vitória do Brexit a não ser a saída “irreversível” do Reino Unido do bloco. “Quando é não, é não. Não há estatuto intermediário”, afirmou Hollande. 

Fonte: Isto É Dinheiro
Conteúdo Estadão 
 

APROVADO PROJETO AUTORIZANDO

 R$ 1 MILHÃO PARA REFORMA

 DA ACEU DA AUERN


O projeto de restauração e reforma do prédio da Associação Cultural e Esportiva Universitária (ACEU), pertencente à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), foi aprovado pela Comissão Estadual de Cultura. Com isso, a Uern fica autorizada a captar R$ 1 milhão em recursos, por meio da Lei Câmara Cascudo, de incentivo à Cultura, para o resgate da Associação.

A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e a partir de agora a instituição irá procurar patrocínio.

“Essa é a primeira vez que o projeto da ACEU será beneficiado pela Lei Câmara Cascudo. O projeto recebeu o certificado de enquadramento e sendo assim, estamos aptos a captar recursos junto aos contribuintes do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICSMS), dentro da Lei Câmara Cascudo”, afirma o Pró-Reitor de Extensão, professor Etevaldo Almeida.

O reitor Pedro Fernandes considera essa mais uma importante etapa para a revitalização da ACEU e lembra que o projeto ganha essa dimensão a partir da conquista da titularidade do imóvel que antes pertencia ao Clube Ipiranga. A proposta é ofertar um espaço universitário aberto ao público para participação em cursos, oficinas, encontros e outros eventos.

“Trabalhamos desde o começo da nossa gestão pelo processo de dissolução do Clube para comprovarmos a titularidade e buscarmos recursos para recuperar a ACEU. A UERN também está buscando incluir a ACEU no programa RN Sustentável, que é financiado pelo Banco Mundial”, disse Pedro Fernandes.

FESTUERN

Outro grande incentivo cultural do Governo do Estado para a Uern, através da Comissão Estadual de Cultura, presidida pela professora Isaura Amélia Rosado, foi a inclusão do Festival de Teatro da Universidade (Festuern), na Lei Câmara Cascudo.

Tendo como responsável a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte, a Uern poderá se habilitar a patrocínios de mais de R$ 212 mil, na lei de incentivo à cultura. O Festuern será realizado em outubro e a 12ª edição do Festival tem como tema “O teatro do bem viver: saúde, arte e educação”.

Nesta edição do Festuern, serão homenageados cidadãos e profissionais nas áreas de saúde e arte-educação que venham desenvolvendo iniciativas significativas para o combate das epidemias provocadas pelo mosquito Aedes aegypti e os cuidados com o ambiente. Participarão 30 escolas da rede pública (Estaduais e municipais).

A comissão pedagógica inicia na próxima semana visita às escolas para mobilizar os grupos que irão participar do Festuern.

Fonte: O Mossoroense Online
Por Ana Paula Cardoso 
 

Indicadores e Índices Econômicos - 24/06/2016

Fonte: Empresário Online

CÂMBIO E OURO

I-Dólar:
Comercial
DIA Compra Venda
16/06
17/06
20/06

R$ 3,468
R$ 3,419
R$ 3,398

R$ 3,470
R$ 3,420
R$ 3,399

Fonte: UOL
II-Euro:

DIA Compra Venda
16/06
17/06
20/06

R$ 3,897
R$ 3,855
R$ 3,841

R$ 3,898
R$ 3,860
R$ 3,845

Fonte: UOL
III-Ouro:

DIA Compra
16/06
17/06
20/06

R$ 145,70
R$ 141,15
R$ 139,50

Fonte: BOVESPA
 
 
 REAJUSTE DE ALUGUEL E OUTROS CONTRATOS:

ÍNDICES ACUMULADO % ATÉ JUNHO/ 16
FIPE
IGP-DI
IPC-FIPE
IPCA (IBGE)
INPC (IBGE)
ICV-DIEESE
1,1109
1,1126
1,0998
1,0932
1,0982
1,0944
Fonte: O Estado de S. Paulo
Fatores válidos para contratos cujo último reajuste ocorreu há um ano.
Multiplique o valor pelo fator.



 POUPANÇA/DIA –JUNHO

Período
Poupança (1)
Poupança (2)
28/05 a 28/06
29/05 a 29/06
30/05 a 30/06
31/05 a 01/07
01/06 a 01/07
02/06 a 02/07
03/06 a 03/07
04/06 a 04/07
05/06 a 05/07
06/06 a 06/07
07/06 a 07/07
08/06 a 08/07
09/06 a 09/07
10/06 a 10/07
11/06 a 11/07
12/06 a 12/07
13/06 a 13/07
14/06 a 14/07
15/06 a 15/07
16/06 a 16/07
0,6547%
0,7053%
0,7053%
0,7053%
0,7053%
0,6963%
0,6642%
0,6272%
0,6562%
0,7269%
0,7270%
0,7188%
0,7121%
0,6694%
0,6635%
0,6923%
0,7132%
0,6945%
0,6834%
0,7217%
0,6547%
0,7053%
0,7053%
0,7053%
0,7053%
0,6963%
0,6642%
0,6272%
0,6562%
0,7269%
0,7270%
0,7188%
0,7121%
0,6694%
0,6635%
0,6923%
0,7132%
0,6945%
0,6834%
0,7217%
(1) Depósitos até 03/05/12
(2) Depósitos a partir de 04/05/12 - MP nº 567, de 03/05/12
Rendimento da Caderneta de Poupança no último dia do período.
Fonte: Valor Econômico
 
 
 INDICADORES/MÊS


mar/16 abr/16 mai/16 juni/16 Ano 12 meses
Poupança antiga (1)
Poupança (2)
TR*
TJLP
FGTS (3)
SELIC - Déb Fed (4)
UPC ***
Salário Mínimo
Salário Mínimo SP (5)
UFIR (6)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(R$)
(R$)
(R$)

0,7169
0,7169
0,2168
0,62
0,4640
1,16
22,95
880,00
905,00
---

0,7179
0,7179
0,2168
0,60
0,3773
1,06
23,05
880,00
905,00
---
0,6541%
0,6541%
0,1533
0,62
0,4003
1,11
23,05
880,00
1.000,00
---
0,7053%
0,7053%
0,2043
0,60
0,4514
1,16
23,05
880,00
1.000,00
---
4,0
4,0
0,94
3,72
2,44
6,73
0,96
11,68
---
---
8,39
8,39
2,10
7,25
5,16
14,11
1,99
11,68
---
---
* TR – Taxa Referencial; ** Débitos Federais; *** Unidade Padrão de Capital; (1) Rendimento no 1º dia do mês seguinte, para depósitos até 03/05/12; (2) Rendimento no primeiro dia do mês seguinte para depósitos a partir de 04/05/2012 – MP nº 567, de 03/05/2012. (3) Crédito no dia 10 do mês seguinte (TR + juros de 3 % ao ano). (4) Juro pela Taxa Selic para pagamentos de débitos federais em atraso – no mês do pagamento, a taxa é de 1%; (5) São duas faixas salariais mínimas, com vigência a partir deste mês: R$ 905 (para domésticos, agropecuários, ascensoristas, motoboys) e R$ 920 (para operadores de máquinas, carteiros, cabeleireiros, trabalhadores de turismo, telemarketing); (6) Extinta pela Medida Provisória nº 1973/67, de 27/10/00 – último valor: R$ 1,0641; BTN + TR cheia – suprimido por ser título extinto pela Lei nº 8.177, de 01/03/1991, embora ainda existam alguns em circulação.
Fonte: Folha Online, Valor Econômico 
 
 
 INFLAÇÃO - FONTES DIVERSAS - REFERÊNCIA ATUALIZADA
JUNHO/ 2016

ÍNDICES
set/15 out/15 nov/15 dez/15 jan/16
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,51
0,54
0,39
0,48
0,66
0,85
1,42
2,02
0,42
0,22
0,95
1,30
0,32
0,22
0,19
0,77
0,82
0,66
0,78
0,88
0,99
1,76
2,38
0,76
0,36
1,89
2,63
0,64
0,27
-0,02
1,11
1,01
0,85
1,02
1,06
0,92
1,19
1,41
1,00
0,34
1,52
1,93
0,90
0,40
0,02
0,90
0,96
1,18
0,77
0,82
0,66
0,44
0,33
0,88
0,10
0,49
0,39
0,92
0,12
0,18
1,51
1,27
0,92
1,80
1,37
1,50
1,53
1,63
1,78
0,39
1,14
1,14
1,48
0,32
0,44


fev/16 mar/16 abr/16 mai/16 12meses
INPC / IBGE (%)
IPCA / IBGE (%)
IPCA Esp / IBGE (%)
ICV / DIEESE (%)
IPC / FIPE (%)
ClasMéd/Ordem (%)
IGP-DI / FGV (%)
IPA -DI / FGV (%)
IPC-DI / FGV (%)
INCC-DI / FGV (%)
IGP-M / FGV (%)
IPA-M / FGV (%)
IPC-M / FGV (%)
INCC-M / FGV (%)
CUB-Sinduscon (%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
(%)
0,95
0,90
1,42
0,71
0,89
0,92
0,79
0,84
0,76
0,54
1,29
1,45
1,19
0,52
0,05
0,44
0,43
0,43
0,44
0,97
0,64
0,43
0,37
0,50
0,64
0,51
0,44
0,58
0,79
0,01
0,64
0,61
0,51
0,57
0,46
0,41
0,36
0,29
0,49
0,55
0,33
0,29
0,39
0,41
0,12
0,98
0,78
0,86
0,67
0,57
0,30
1,13
1,49
0,64
0,08
0,82
0,98
0,65
0,19
0,03
9,82
9,32
9,62
9,44
9,98
9,72
11,26
12,92
9,15
6,36
11,09
12,54
9,09
6,77
2,42
Fonte: Folha Online, Valor Econômico, Ordem dos Economistas