quarta-feira, 7 de outubro de 2015

EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA VAI 

DESVENDAR BELEZAS E 

CULTURA DO RN


Uma viagem que pretende aliar a paixão pela fotografia, o prazer de descobrir novos lugares e a vontade de conhecer culturas diferentes. Essa é a proposta da expedição que acontece nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, comandada pelos fundadores do Coletivo Fixar, os renomados fotógrafos Vlademir Alexandre e Alex Régis e o turismólogo Raoni Fernandes. O primeiro destino escolhido é a paradisíaca Barra do Cunhaú, onde o rio deságua na praia, no litoral sul do RN, distante 80 km de Natal.

Vlademir conta que a ideia da expedição, juntando viagem e fotografia, nasceu do desejo de revelar as paisagens que estão “além do mar”, numa referência a roteiros pouco conhecidos da maioria das pessoas - potiguares ou não.

“O objetivo não é ensinar as pessoas a fotografarem somente, mas levá-las a descobrir, conhecer e vivenciar novas experiências. Essa é a grande viagem que queremos fazer”, divaga ele.

Perguntado sobre o que é preciso para se transformar num bom fotógrafo, Vlademir responde que “é necessário que ocorra um encontro entre a pessoa, o lugar e a atmosfera ao seu redor”.

“É essa troca de experiência que faz a coisa acontecer. Não é só chegar, dar um clique e ir embora acreditando que fez a melhor foto de todos os tempos. Você precisa estar disposto a se envolver, a mergulhar na cultura local e a partilhar dos valores daquela comunidade”, explica.

A expedição, ainda segundo Vlademir, é uma “nova forma de fazer turismo”. “Vamos ao encontro de potencialidades, conhecer peculiaridades, escutar histórias, misturando fotografia, bate papo e bom humor”, completa.

Para Alex Régis, descobrir novos lugares, paisagens e pessoas é a “receita perfeita da boa fotografia”. Ele relata que o objetivo da expedição não é somente ensinar a técnica, mas incitar a “curiosidade do olhar” dos viajantes.
 
“A beleza, às vezes, está onde menos se espera, ou até mesmo no vazio. Ela quase sempre passa despercebida dos nossos olhos. Temos que entender que fotografar significa também se deixar envolver pelo universo ao seu redor”, filosofa.

Alex diz, ainda, que a expedição se preocupa com a questão do desenvolvimento sustentável. “Vamos transmitir isso aos nossos viajantes. Iremos abordar as características naturais, arquitetônicas e culturais dos destinos, sem esquecer do cuidado com a preservação do meio ambiente, a biodiversidade local e o patrimônio histórico”, acrescenta.

Já Raoni Fernandes, o turismólogo do trio, chamou a atenção para as potencialidades do interior do Rio Grande do Norte. “Nosso Estado tem cenários fantásticos que, usando a mesma expressão de Vlademir, vão muito além do mar. O objetivo do Coletivo Fixar é, entre outros, apresentar esses lugares aos nossos viajantes. As imagens que cada um irá produzir vai depender da sensibilidade do olhar deles”, defende.

Para Raoni, a atividade turística cumpre sua função quando possibilita “o intercâmbio cultural, o estímulo à apropriação das raízes locais e, consequentemente, a geração de emprego e renda naquela determinada comunidade”. 

Programação

A saída da expedição acontece às 5h da manhã do sábado, 31. Depois de tomarem um café da manhã coletivo, os viajantes já saem a campo para dar uma volta de reconhecimento no entorno do mercado municipal. À tarde, eles participam de uma trilha sobre as dunas.

Logo mais à noite todos participam de um bate-papo sobre fotografia e desenvolvimento sustentável, com mediação de Vlademir Alexandre. Além disso, a conversa também terá a participação de alguém da comunidade para falar sobre curiosidades locais.

No domingo, 1º, a turma deve acordar cedinho para contemplar o nascer do sol. Em seguida, café da manhã, seguido de reconhecimento do mangue. Ainda pela manhã, os viajantes vão produzir fotos enquanto fazem a travessia do rio.

A programação inclui, ainda, uma passagem pela Cidade das Flores, onde um guia local deverá falar sobre a história do lugar.

Entre as técnicas fotográficas que serão abordadas estão composição complexa e enquadramento, avaliação da luz, leitura crítica da imagem e dicas sobre fotos noturnas. Depois disso, é só enviar seu currículo para a “National Geographic".

Fonte: NoMinuto.com 

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