quinta-feira, 3 de setembro de 2015

MAIS DE 35% DOS MOSSOROENSES 

SOBREVIVE COM ATÉ MEIO 

SALÁRIO MÍNIMO


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou novos números referentes ao desenvolvimento social e econômico brasileiro. De acordo com o balanço, que analisa dados até o ano de 2010, 35, 33% dos mossoroenses vivem com até meio salário mínimo por mês, o que à época equivalia a R$ 255,00.

Segundo a pesquisa, a porcentagem em Mossoró é maior do que em Natal, onde 29,16% das residências pesquisadas sobrevivem com a quantia ínfima. No Rio Grande do Norte, porém, 47,70% das pessoas atestaram que vivem com meio salário mínimo ou menos. Segundo o Ipea, o universo de análise da pesquisa fica limitado pelo número de pessoas que vivem em domicílios particulares permanentes.

O balanço também revelou o número de pessoas com 18 anos ou mais economicamente inativas. Conforme o estudo, em Mossoró, 10% das pessoas de maior idade não trabalham. Em Natal, o percentual é de 9,87% e no RN o número chega a 9,69%. No Brasil, a porcentagem de maiores economicamente inativos é inferior à média potiguar, registrando 7,29%.

No que tange à renda per capita, o balanço do Ipea também revela índice preocupante para Mossoró. Segundo a pesquisa, em média a população do município recebe cerca de R$ 600,00 por mês. Em Natal, a renda per capita é de R$ 950,00, valor bem acima da capital do Oeste. No Rio Grande do Norte, a média é de apenas R$ 545,42 e no Brasil de R$ 793,87.

O estudo, que avaliou dados até 2010, apontou ainda que a população de Mossoró atingia na data uma população total de 259.815 habitantes, sendo que 237.241 vivem na zona urbana e 22.574 são residentes na zona rural. No Brasil, dos 190.755.799 milhões de habitantes, 29.830.007 são residentes na zona rural.

Brasil reduziu vulnerabilidade 
social em 27% entre 2000 e 2010

O Ipea apresentou o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) para os 5.565 municípios do país. Os dados revelam que o Brasil apresentava, em 2000, IVS igual a 0, 446, posicionando-se na faixa da alta vulnerabilidade social. Dez anos depois, o índice caiu para 0,326, na faixa de média vulnerabilidade social - uma redução de 27% no período. O IVS leva em consideração critérios como distribuição de renda, escolaridade e desenvolvimento humano.

O Ipea concluiu que a quantidade de municípios brasileiros com alta ou muito alta vulnerabilidade social caiu de 3.610 em 2000 para 1.981 em 2010. Já o número de municípios com baixa ou muito baixa vulnerabilidade social passou de 638 em 2000 para 2.326 dez anos depois. A evolução foi mais nítida em alguns estados das regiões Centro-Oeste (como a faixa de fronteira do Mato Grosso do Sul), Norte (especialmente Tocantins) e Nordeste (com destaque para o sul da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e leste de Pernambuco).

No entanto, permanece um quadro de disparidades regionais, com a concentração de municípios na faixa de muito alta vulnerabilidade social na região Norte - estados do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia - e no Nordeste - principalmente nos estados do Maranhão, de Alagoas e de Pernambuco, além de porções do território baiano.

Fonte: O Mossoroense 

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