segunda-feira, 6 de julho de 2015

 CONCURSOS E O SONHO DE

 CONQUISTAR VAGA NO

 SETOR PÚBLICO


A conquista de uma vaga no setor público é o sonho de muita gente. Diante da atual crise, a estabilidade financeira é perseguida por diversas pessoas, que se denominam “concurseiras”, e se esforçam estudando em casa, em cursinhos preparatórios, às vezes por meses, com objetivo de conseguir o emprego desejado.

No Rio Grande do Norte estão abertas as inscrições para o concurso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) e já foi autorizado o certame para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que deve oferecer vagas em vários Estados.

O edital para esse último deve ser lançado dentro dos próximos seis meses. Há também diversos outros concursos públicos para os Estados vizinhos, que, com certeza, também estão na mira dos concurseiros.

Fhabyo Hunter, graduado em Direito e professor em um cursinho da cidade, diz que a procura por preparação é grande, principalmente porque na cidade existem apenas dois cursinhos preparatórios. Muitos dos alunos são pessoas que já trabalham e estão busca de oportunidades melhores.

“Muita gente chega à sala com farda do comércio, porque empresa privada é hoje e não é amanhã. Mas também tem servidores já efetivados na polícia, na Uern, que estão querendo algo melhor. Tem gente que faz um concurso intermediário, para se estabelecer e depois continuar estudando e conseguir outro melhor”, afirma.

Também há muitas pessoas que estão começando agora nos estudos. Mesmo sendo principiantes, elas podem estar aptas a serem aprovadas em um concurso público, o que vai depender do empenho de cada um. No início pode ser um pouco difícil para um concurseiro novato entender algumas perguntas mais elaboradas, mas é normal.

Como muita gente que procura os cursinhos já trabalham, geralmente as aulas são à noite. Mas Fhabyo diz que a direção já estuda abrir uma turma à tarde.

Para quem vai começar nos estudos, o professor dá algumas dicas. “Quem está começando do zero, a dica é fazer uma estratégia de estudo. Não adianta fazer todo concurso que aparecer. Tem que ter foco, força e fé”, diz.

O foco é escolher a área de estudo, por exemplo, polícia, instituições bancárias. Saber o que quer já é o primeiro passo.

A força é o estudo. Ter um bom material e estudar com regularidade. Pode começar aos pouquinhos com 30 minutos cronometrados e depois aumentar. O importante é ter rendimento. “Quantidade não é qualidade. Tem gente que estuda muito e não tem rendimento”, afirma.

E a fé é acreditar em si mesmo, na competência que tem. “Essa fé independe de religião. É acreditar na sua capacidade”, enfatiza Fhabyo Hunter.


Fonte: Gazeta do Oeste

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